Novelas memoráveis
Você teria coragem de admitir ser um noveleiro de mão cheia? Daqueles que só saem na sexta à noite, depois que a novela das oito termina?
Particularmente, me lembro de presenciar um restaurante cheio de gente em Ipanema, no Rio, onde todos os clientes atendiam o celular ou ligavam para casa, esperando saber o que tinha acontecido com a vilã de Celebridade, novela exibida em 2003, na Globo.
Concordo que já tive meus momentos de aficionada total e que muitas tramas foram mesmo memoráveis, mereceriam até reprise no horário nobre.
Quem não se lembra, por exemplo, do famoso costureiro falsário de Ti, Ti, Ti ou do coronel Zé Inocêncio, da novela Renascer, de 1993, de Benedito Ruy Barbosa, que ousou falar de tantos temas polêmicos, como hermafroditas e celibato.
Voltando um pouco mais no tempo, como esquecer de Roque Santeiro e seus personagens tão particulares, que ficaram para sempre na memória, ou do debate ético que a novela Vale Tudo provocou nas ruas, em 1988, ainda me lembro dos comentários que os mais velhos faziam na época.
Fico triste por aqueles que não viveram a emoção de ver Sassá Mutema declarar seu amor à “professorinha”. Como chorei nessa cena!
Faz tempo que as novelas não me prendem como antes, bom, mas é uma questão de gosto. Pode ser que você ainda acompanhe as novelas com uma vasilha de pipoca, torcendo pelo seu personagem favorito e opinando no desfecho da trama.
Como bom noveleiro, já deve saber que começam agora duas novas novelas em diferentes emissoras, que prometem sucesso: Passione e Ribeirão do Tempo.
Por Daniela F. Santoro
